Algumas pessoas não sabem que mesmo que você só tenha descoberto a gravidez depois de ter encerrado o seu contrato de trabalho, ainda é possível que você tenha direito ao salário-maternidade.

Isso acontece porque você só perde a qualidade de segurada do INSS após o chamado “período de graça”. Esse período é, em regra, de 12 meses depois da última contribuição. Então, se você ficou grávida até 3 meses depois de ter saído do emprego, é provável que o bebê venha a nascer nesse período de graça e você terá direito ao salário-maternidade, mesmo estando desempregada.

Mas, em muitos casos, o período de graça pode ser ainda maior. Se você recebeu seguro desemprego, ou se cadastrou no sine, esse período é de até 24 meses. E se, além disso, antes da demissão, você trabalhou com carteira assinada por 120 meses consecutivos o período de  graça chega a 36 meses!

E se eu ficar grávida novamente?

Digamos que após aquele primeiro filho, você, logo em seguida, foi agraciada com uma nova gravidez, mas não pode voltar a trabalhar. Nesse caso, não se preocupe, o período de graça volta a correr novamente do zero a partir do seu último salário maternidade recebido. Ou seja, se o bebê vier a nascer em menos de 12 meses do seu primeiro filho, você pode se beneficiar do salário maternidade novamente.

Detalhes

Há uma questão que deve ser considerada para saber se você tem mesmo o direito: é o período de carência. O que é isso? O período de carência é o tempo que você deve ter contribuído para o INSS antes de ter ficado desempregada, para ter direito ao benefício, nesse caso a lei prevê que a carência é de 10 meses.

Como faço para pedir o meu benefício?

Basta você agendar seu atendimento no INSS pelo telefone 135, pela internet e comparecer a uma agência do INSS do dia agendado, portando os documentos exigidos conforme listados na página oficial do INSS.